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  • Por Roque Tomazeli*

Gramado: vale-alimentação para a maioria II

Já contei e conto novamente neste site que, na Secretaria do Planejamento e da Administração (uma só) do Estado, no governo pedetista de Alceu Collares (1991 a 1994), ocupei o cargo de chefe do serviço de implantação do vale- refeição para o funcionalismo público do Rio Grande do Sul.

Crédito foto: Divulgação | RG

Agora, 25 anos depois, acompanho algo semelhante ocorrendo em Gramado. Em comum entre os dois casos, separados por um quarto de século, lá como aqui, uma conquista dos servidores públicos acabou virando um jogo de interesses políticos.

O que merece análise, contudo, fixando o assunto em Gramado e depois de consultar fontes possíveis, vale-alimentação é um compromisso eleitoral, assumido pelos então candidatos de oposição na campanha de 2016. Justo que se cumpra.

Para tanto, inicialmente, em nome da isonomia funcional, o governo Fedoca Bertolucci (PDT) e Evandro Moschem (MDB) propôs estender o benefício do vale-alimentação para todos. Recentemente, o mesmo governo excluiu do projeto de lei os detentores de cargos como de prefeito, vice-prefeito e secretários.

Por outro lado, voltando à primeira versão do projeto de lei, de 2017, a maioria oposicionista na Câmara Municipal (Progressistas e PRB) queria excluir os cargos em comissão (CCs).

Hoje, meio ano depois, na versão 2018 do projeto de lei, é o MDB governista do Legislativo quem apresenta tal proposta excludente.

Para contar o final da história do chamado vale-refeição do governo Collares, quem ganhava menos recebia (CCs, professores, policiais civis e militares, servidores do quadro geral e outras poucas categorias) na folha de pagamento. Quem ganhava mais, não recebia.

Simples.

* O autor (foto) é jornalista diplomado e editor do Repórter Gramado.

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