- Por Roque Tomazeli
Educação: trabalho integrado para reduzir repetência escolar
A formação de uma equipe multidisciplinar, reunindo profissionais de áreas como Educação, Saúde e Assistência Social, a fim de melhorar a qualidade de vida dos estudantes e diminuir a repetência escolar na rede pública municipal, já apresenta resultados positivos, anuncia a Secretaria da Educação.
Secretária Gilça Silva em reunião da equipe multidisciplinar
Segundo a secretária da Educação, Gilça Silva, autora da proposta, desde a metade do ano passado professores fazem levantamentos sobre as condições dos alunos que apresentam dificuldades no aprendizado.
– Com um trabalho em rede, buscamos entender qual é a realidade desse aluno. Quais são suas perspectivas para que assim possamos auxiliar esse estudante, criando mecanismos para o desenvolvimento físico, intelectual e moral. Com o trabalho da equipe multidisciplinar conseguimos dar uma atenção especial a esses alunos, ampliando as oportunidades educativas e psicossociais – diz a secretária.
Conforme o secretário adjunto da Secretaria da Cidadania e Assistência Social, Ricardo Cazanova, a equipe multidisciplinar procura potencializar o trabalho de cada área. Para ele, isso repercute positivamente na efetividade dos serviços públicos e na elevação da qualidade de vida da comunidade, principalmente em famílias de maior vulnerabilidade social.
BANCO DE DADOS
É formado a partir do levantamento das informações realizado pelos professores e da atuação da equipe multidisciplinar, servindo para auxiliar no acompanhamento e reconhecimento da realidade do aluno.
Servem para abastecer o banco de dados, por exemplo, pesquisas apresentadas pela equipe de campo, que identificam ambientes familiares inadequados e capazes de influenciar negativamente no aprendizado do aluno.
A partir disso, o estudante recebe apoio de fonoaudiólogo, psicólogo e de neurologista, entre outros profissionais e serviços ofertados pelo Sistema único de Saúde (SUS).
A diretora da Atenção Básica do Município, Fernanda Campos Meireles, esclarece que o processo simplifica o atendimento às crianças, sem precisar cumprir o trâmite normal de consulta médica com um clínico ou pediatra.
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