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  • Por Roque Tomazeli

PSDB quer retomar espaços políticos na cidade já nas eleições de 2018

Jeferson Benetti (Polenta), 54 anos, formado em Administração de Empresas e em Ciências Contábeis, com doutorado em Administração Hospitalar, é presidente do PSDB de Gramado até abril de 2019. Ele trabalhou durante 14 anos no Gabinete do Prefeito (mandatos de Pedro Bertolucci) e 10 anos no Hospital São Miguel. Nesta entrevista, Jeferson Benetti fala da missão no comando do PSDB, sobre o trabalho de convencimento para que Jorge Drumm concorra a deputado estadual, diz que lugar de político desonesto é na cadeia, e que o governo Fedoca Bertolucci (PDT) vai melhorar em 2018. Confira.

Crédito foto: Roque Tomazeli | RG

Presidente do PSDB, Jeferson Benetti, admite candidatura a vereador em 2020

P – No auge do partido em Gramado, o PSDB teve o vice-prefeito, um representante no primeiro escalão do governo do Estado e uma cadeira na Câmara Municipal. Agora, sem esses espaços no cenário político, como reconquistar o terreno perdido?

R – A linha do PSDB de Gramado facilita o trânsito com todos os partidos e temos líderes como Jorge Drumm, o apoio do deputado estadual Lucas Redecker e de Eduardo Leite, este que deve ser candidato a governador. Com certeza o PSDB vai alcançar resultados positivos no País e no Estado, com reflexo de crescimento no Município. Vamos retomar nossos espaços.

P – A nível nacional o PSDB vive um momento crítico, com acusações de corrupção sobre líderes como Aécio Neves, senador e presidente do partido. De que forma isso é avaliado pelo PSDB local?

R – Infelizmente está acontecendo. O que alguns correligionários fazem em Brasília não representa a conduta e o pensamento político do PSDB de Gramado. O Aécio deve ser expulso do partido e não concordamos com os conchavos que fizeram para manter seu mandato de senador. Ele deve responder pelo que fez. Lugar de morada de desonesto é na cadeia. Desaprovamos tais atitudes e isso não nos contamina.

P – O PSDB gaúcho tem expressões políticas jovens como o prefeito de Porto Alegre, Marchezan Júnior (45 anos), e o ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite (32 anos), este pré-candidato a governador. Isso pode ser um diferencial para recuperar a imagem arranhada do partido?

R – Sem dúvida. O Marchezan enfrenta grandes desafios na Prefeitura de Porto Alegre. O Eduardo Leite é um político jovem, cobiçado por vários partidos, especialmente para compor na disputa pelo governo do Estado. Jairo Jorge, ex-prefeito de Canoas (PDT), Daniel Guerra, prefeito de Caxias (PRB) e o governador Sartori (PMDB) tentam aproximação. Isso demonstra que o PSDB gaúcho tem a simpatia da população e o reflexo político, volto a dizer, será notado em Gramado.

P – A reforma política em curso sinaliza o fim das coligações nas eleições proporcionais (vereador, nos municípios) já para as eleições de 2020. O PSDB local, com uma estrutura de partido médio, trabalha para reforçar seus quadros com nomes que em siglas pequenas não terão chances eleitorais?

R – A nova legislação deve mesmo criar problemas para os partidos pequenos. Partidos têm nos procurado. Além disso, estamos identificando pessoas com interesse e potencial eleitoral para reforçar o PSDB. Queremos gente que se preocupe com Gramado, que possa acrescentar. Nestas condições, o PSDB está pronto para receber. Todos são bem-vindos, inclusive respeitamos nos nossos quadros pessoas identificadas com as diferentes religiões na cidade. A propósito, na estrutura estadual do PSDB, recentemente foi criado um núcleo evangélico dentro do partido.

P – Em recente ato político na Câmara Municipal, na presença de Eduardo Leite e lideranças do PSDB no RS, o senhor lembrou que Gramado não tem um deputado há bom tempo (teve Walter Bertolucci, na década de 1960, e Horst Volk, na década de 1980) e sugeriu que Jorge Drumm concorresse (suplente em 2010, assumiu o mandato de deputado estadual por 30 dias). Como isso está sendo tratado?

R – O Jorge Drumm (48 anos) concorreu duas vezes e é o nome preferencial do PSDB gaúcho na Região das Hortênsias. Em 2010, ele fez 25 mil votos. Quer dizer, já tem uma boa base. Gramado, com todos seus atrativos turístico, precisa de um representante na Assembleia Legislativa. Esse é o desejo do partido e precisamos criar condições para que ele diga sim.

P – O senhor pretende concorrer a vereador em 2020?

R – Não descarto essa possibilidade. Sou de Gramado, tenho intensa vida social e experiência pública, com 14 anos de Prefeitura e 10 anos no Hospital São Miguel. Mas hoje, meu compromisso maior é o de criar condições para que o PSDB se posicione bem na cidade.

P – Sua avaliação dos 10 meses do governo Fedoca Bertolucci (PDT) e Evandro Moschem (PMDB)?

R – Após 16 anos afastados da Prefeitura, eles precisam de tempo para adaptações. Depois de um ano, com o novo orçamento, o governo municipal vai desenvolver um trabalho melhor. Eventos como o Festival de Cinema e o Festival da Gastronomia, por exemplo, ocorreram dentro da normalidade. Isso demonstra o esforço feito. Gramado é complexo para administrar.

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