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  • Por Roque Tomazeli

PP: Bruno Coletto, posições e responsabilidades de comandar o maior partido de Gramado

Bruno Irion Coletto, 30 anos, advogado, cientista político e ex-procurador do Município, é o nome escolhido para comandar o Partido Progressista (PP) de líderes como Pedro Henrique Bertolucci e Nestor Tissot. Nesta entrevista, Bruno Coletto, que nunca disputou uma eleição, fala sobre a crescente judicialização da política, reforma eleitoral e da responsabilidade do PP como maior bancada na Câmara Municipal. Confira.

Crédito foto: Roque Tomazeli

Presidente do PP de Gramado Bruno Coletto 2017-2019

P – O PP de Gramado tem lideranças históricas, mas dá lugar à juventude na condução do partido. Que tipo de postura e mudanças os filiados e simpatizantes do PP podem esperar do presidente eleito?

R – A postura do diálogo. Em Função do tamanho e da história do partido, temos muitas opiniões, muita gente para contribuir conosco. O desafio, me parece, é fazer com que essa pluralidade seja traduzida em propostas coerentes e interessantes para a nossa cidade.

P – A judicialização da política em Gramado e no Brasil avança cada vez mais. Qual é a sua opinião sobre isso?

R – Este é um tema que me interessa muito, como cidadão e como acadêmico. Os dois mestrados que fiz (em Direito na UFRGS e em Ciência Política nos Estados Unidos) trataram de diferentes facetas deste assunto. Em resumo, penso que o Judiciário tem seu papel constitucional de implementar o direito e isto demanda certo ativismo. Agora, a implementação de políticas públicas e as decisões mais sensíveis sobre política são da população. Caso contrário não podemos usar o termo democracia para nos descrever. Então, nesse ponto, penso que a democracia deve prevalecer. O debate em torno de temas como este é salutar. Discutir o funcionamento e o papel de cada instituição é sinal de que estamos amadurecendo enquanto país. Mas ainda falta muito.

P – É hora de uma reforma política, com redução de partidos e novo modelo de financiamento de campanhas eleitorais?

R – Sem dúvidas. Já escrevi textos em jornais de nível estadual defendendo isto. Acredito que o primeiro passo seja a mudança do sistema eleitoral. É inaceitável que um país das dimensões do Brasil não possua alguma espécie de voto distrital. Isso mudaria toda a lógica da eleição. Hoje é uma corrida pelo dinheiro, pois campanhas são caras e abrangem um território muito grande, tornando o controle mais difícil. Alterando o sistema, as demais mudanças seriam consequência. Hoje o sistema eleitoral gera os principais problemas. Identificamos onde está ruim, mas ainda não entendemos que é preciso mudar a causa, que é o sistema eleitoral.

P – E as propostas de candidaturas avulsas (sem filiação partidária) e o fim do voto obrigatório?

R – Pessoalmente, nenhuma das duas propostas me agrada. Penso que as instituições, como é um partido, por exemplo, servem de canal de intermediação. Ninguém é representante de si próprio, apenas. O partido exerce (ou deveria exercer, ressalva) a função de colocar em termos coerentes as ideias de pessoas que tem afinidade ideológica. Política não se faz com um nome só. Sobre o voto obrigatório, penso que enquanto cidadão temos direitos e deveres. Votar é um dever do cidadão.

P – O ex-prefeito Nestor Tissot é o candidato do PP para 2020 ou a renovação avança também no sentido de preparar outros nomes para disputar a Prefeitura?

R – Ainda é muito cedo para se falar em nomes. Antes de nome, vêm as ideias e os ideais. Meu mandato no partido nem chegará até 2020, é de dois anos. O que pretendemos fazer nesse período é discutir projetos para a cidade; projetos que serão apresentados pelo PP à comunidade gramadense independentemente de quem seja o candidato. Nomes qualificados para levar estes projetos adiante certamente não faltarão.

P – O PP tem a maior bancada na Câmara Municipal com cinco vereadores. Com a nova direção partidária, que tipo de oposição virá daqui para frente?

R – A palavra aqui é responsabilidade. Estamos todos cansados da política hipócrita. Queremos uma política com “P” maiúsculo, que pense no bem da cidade. Especialmente por termos a maioria na Câmara, temos um compromisso muito grande com o desenvolvimento de Gramado. Agora, quem está no poder tem que se acostumar com a transparência e com as cobranças. Fiscalizar é a função constitucional do Legislativo e a nossa bancada não irá se omitir de fazer isso. Claro que cada vereador tem a sua independência, mas penso que a direção do partido pode ajudar a integrar as bandeiras de cada um.

EXECUTIVA E ÓRGÃOS DE PONTA DO PP DE GRAMADO (2017-2019)

PRESIDENTE: Bruno Irion Coletto;

1° VICE-PRESIDENTE: Jandira Wiltgen Tissot;

2° VICE-PRESIDENTE: Eduardo Willrich Zorzanello;

SECRETÁRIO-GERAL: Ubiratã Luiz Alves de Oliveira;

SECRETÁRIA: Juseleide Monica Ferreira;

TESOUREIRO-GERAL: Márcio Luís Bonilla Coracini;

TESOUREIRA: Mariana Melara Reis;

VOGAIS: Volnei Desiam, Joel Henrique Oberherr, Ricardo Bertolucci Reginato;

SUPLENTES DE VOGAIS: Denise Foss, Diego Argenta Daitx, Juliana Henrique Cardoso;

PRESIDENTE JUVENTUDE PROGRESSISTA: Tais Ribeiro Pereira;

PRESIDENTE DO PP MULHER: Vera Lucia Simão.

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