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  • Por Roque Tomazeli

Movimento Direita Gramadense: ideais, Bolsonaro e fora esquerda

Nesta entrevista, a visão política e ideais do movimento Direita Gramadense, formado por pessoas identificadas com partidos como o PMDB, PSDB e PP. O movimento apoia a pré-candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro a presidente e alerta Gramado para “abrir os olhos” com os partidos de esquerda que estão na Prefeitura (PDT, PT e PCdoB, por exemplo). Confira:

Crédito foto: Divulgação I Direita Gramadense

Direita Gramadense com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ)

P – O que é e quando foi fundado o movimento Direita Gramadense?

R– O grupo Direita Gramadense foi formado em meados do ano passado e é, basicamente, uma união de amigos que compartilham de uma linha de valores e pensamento político comuns.

P – Quem lidera o movimento Direita Gramadense e a quais partidos pertencem?

R – Em nosso grupo a liderança não é um nome, mas sim os ideais. Nós somos defensores dos pilares que construíram as bases do Ocidente, ou seja: o Deus de Israel, a filosofia de Atenas e o Direito Romano. Em nossa confraria, excetuando os partidos comunistas, a filiação não possui maior relevância. (Leandro Cavallin, Régis Marcelo Thomas, Thainá Cardoso Semprebon, Eduardo Cavallin, Wendel Cardoso, Rodrigo Padilha, Bira Vigo, Jacson Clei Galgaro, Ademar Cavallin, Rafael Penedos, André Willrich Bertolucci, Carina Loech, Mauri Topper, Luiz Claudio Vianna, Walli Vanessa Enninger Bentancur, Gustavo Schimitz, Alex Sandro Schnidger, Eloir de Oliveira, Selvino Junior, Thais Ximenes e Adalgisa Tissot estão entre os participantes do movimento.)

P – O movimento é aberto à participação popular? Como aderir?

R – Nosso grupo despontou da participação popular e de populares, que antes se manifestavam quase que de forma individual. O movimento é aberto a quem comunga dos ideais já aludidos na questão anterior. Todos aqueles que desejam e trabalham para a construção de um País honesto, decente e próspero em todas suas esferas, que cultivam os valores familiares, honram a pátria e são cristãos, já partilham daquilo que pensamos e praticamos. Caso o cidadão deseje unir-se de forma direta ao grupo, basta procurar qualquer um de nós e participar de nossas reuniões.

P – Por que o movimento defende a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a presidente da República?

R – Jair Bolsonaro é um parlamentar de conduta reta, que jamais se vendeu ao projeto criminoso do PT ou se envolveu em qualquer ato de corrupção. Ele apoia uma política liberal na economia, com redução do tamanho do Estado e a diminuição de impostos, é patriota, cristão e conservador quanto aos princípios familiares. É a favor da meritocracia, da liberdade individual e defende o fim do Estatuto do Desarmamento. É contrário à política de cotas, é contra as doutrinas marxistas do Ministério da Educação (MEC), é autor da proposta de voto impresso e de outros bons projetos. Bolsonaro não é nenhum salvador da pátria, é apenas o remédio que o País precisa diante do mar de imoralidade em que estamos imersos.

P – O deputado Bolsonaro é um capitão do Exército (hoje da reserva) e defende o golpe militar de 1964. Como o movimento avalia isso?

R – Nós discordamos da expressão “golpe militar”. João Goulart foi cassado pelo Congresso Nacional e quem assumiu a presidência foi o presidente da Câmara Ranieri Mazzilli. Castelo Branco foi eleito por este mesmo Congresso, inclusive com o voto de Ulysses Guimarães e Juscelino Kubitschek. O que ocorreu no País foi uma necessária intervenção militar, a fim de que não nos tornássemos uma nova Cuba. Sabemos que, em 1964, muitos jornais, a Igreja Católica, entidades empresariais, ruralistas e ampla maioria da população civil clamaram por uma ação militar. Não fossem os atos terroristas de grupos de guerrilhas armadas, os militares não teriam permanecido por mais de 20 anos no poder. Quanto ao fato de Bolsonaro, capitão da reserva, apoiar os militares, isso é óbvio. Seria um contrassenso ele apoiar os partidos ligados ao Foro de São Paulo (organização política formada por partidos de esquerda da América Latina) que promoveram e promovem o terror, e que quebram econômica e moralmente este País.

P – O governo municipal é composto de partidos como PDT, PT e PCdoB, a considerada esquerda gramadense. A questão política local é um ponto de discussão do movimento Direita Gramadense?

R – Discutimos muito a política local. Nós amamos esta cidade. A questão dos partidos de esquerda é a filosofia que defendem. Estes partidos estão conexos ao Foro de São Paulo, ao bolivarianismo, a ideais comunistas e socialistas, que não compactuamos. Fosse este um País sério, essa doutrina, assim como é com o nazismo e o fascismo, seria completamente abolida e criminalizada. Uma vez no poder, o que tais partidos praticam é a corrupção, a doutrinação de estudantes, o Estado grande e totalitário, a supressão da liberdade e a morte dos que discordam. Precisamos de maior exemplo do que vemos e vivenciamos no Brasil de hoje? Gramado precisa urgentemente abrir os olhos.

P – Do contrário?

R – Do contrário, continuaremos a ser palco de episódios lamentáveis como aquele em que, recentemente, um grupo de comunistas hasteou a bandeira de Cuba e do facínora Che Guevara em plena Câmara dos Vereadores local. Outro infeliz exemplo ocorreu no final do ano passado, quando professores sindicalistas da (Escola Estadual) Ramos Pacheco levaram alunos para as ruas da cidade com cartazes pedindo por revolução.

P – O movimento Direita Gramadense pode virar um novo partido político em Gramado?

R – Nosso intento é uma mudança de dentro para fora, não o oposto. Por tal motivo, entendemos que cada qual pode ser útil em seu partido. Porém, não descartamos, num cenário porvindouro, a fundação de uma sigla que tenha em seu ideário a corrente de pensamento que defendemos.

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