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  • Rodrigo Callais*

Gramado e Canela na luta pelos direitos sociais dos trabalhadores


Crédito foto: Roque Tomazeli

Vivemos a continuidade de um golpe que avisamos não ser contra o governo, e sim contra os trabalhadores, os aposentados e as pessoas humildes. Com o fim da Previdência, dos direitos trabalhistas e com o congelamento de investimentos em saúde e educação, fica claro que o golpe é contra o povo.

A Seguridade Social (Previdência Social, Saúde e Assistência Social) tem meios próprios de arrecadação. Para ter uma ideia, no ano de 2015 o setor teve um saldo positivo de R$ 11 bilhões, e nos anos anteriores o saldo foi maior. Portanto, o anunciado “déficit” é mentiroso.

O fato é que abocanharam 30% desta arrecadação através da desvinculação de receitas da União. Tais recursos saem de Seguridade Social para pagar juros aos banqueiros e grandes especuladores rentistas, interessados na venda de planos de previdência privada visando o lucro.

Tudo isso sem discussão com a sociedade, tentando empurrar goela abaixo interesses escusos, destruindo conquistas históricas do povo brasileiro, por obra de um governo que não tem viés social e é ilegítimo.

Basta notar que o aumento da contribuição mínima de 15 anos para 25 anos e de 49 anos para a aposentadoria integral afronta e prejudicam milhões de trabalhadores, principalmente os que vivem em atividades informais, que dificilmente alcançarão o tempo mínimo.

Outra coisa é que a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria aumentará quando a expectativa de vida aumentar (o que ocorre a cada três anos) para impedir o acesso à Previdência. Isto é, mais uma imposição que dificulta o ingresso de jovens e também de muitos idosos no mercado de trabalho, pois não terão oportunidades de emprego.

Quando houve a inclusão do homem do campo na aposentadoria especial, ocorreram grandes avanços na área rural, já que as famílias começaram a ter uma renda mínima com que contar além das safras.

Agora só querem ajudar o grande agronegócio que vive de commodities (soja, milho, algodão, por exemplo) e deixam de lado a agricultura familiar, que coloca 70% dos alimentos nas mesas dos brasileiros.

Quer dizer, todos os avanços sociais no campo e na cidade ocorridos nas últimas décadas, graças aos trabalhadores e aposentados, serão jogados no lixo com as reformas previstas, acentuando o quadro de miséria da população.

Por isso, o desmonte da Previdência e a reforma trabalhista não é apenas um crime lesa-pátria, mas também um crime contra a humanidade.

Estas são algumas das razões para que deputados comprometidos com o povo brasileiro e a classe trabalhadora votem contra as reformas propostas pelo governo federal.

*Rodrigo Callais é vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Hoteleiro e Similares de Gramado e escreve em nome da Intersindical Unificar RS – que reúne 12 sindicatos de Gramado e Canela – da qual é membro.

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