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  • Por Roque Tomazeli

Governo Fedoca: falta eficiência, diz vereador Volnei da Saúde

Vereador do PP em primeiro mandato, eleito com 1.366 votos, Volnei Desiam (adotou o nome parlamentar de Volnei da Saúde) vê poucas realizações do governo municipal. No caso da Secretaria da Saúde, por exemplo, ele diz que a falta de experiência dos atuais gestores causam os problemas enfrentados pela população que busca atendimento e medicamentos na rede pública. Formado em Processos Gerenciais pela Unopar, Volnei é motorista concursado da Prefeitura há 15 anos e foi secretário adjunto da Saúde no governo Nestor Tissot (PP). Confira a entrevista.

Crédito foto: Roque Tomazeli

Vereador Volnei Desiam (PP)

P – De que forma o senhor avalia os primeiros cinco meses do governo Fedoca Bertolucci (PDT)?

R – Vejo que eles não imaginavam a complexidade de administrar Gramado. Na maioria dos casos, as áreas da Prefeitura não atingiram o nível de eficácia desejável. Depois de cinco meses, a administração ainda não apresentou nenhum projeto indicando realizações futuras ou realizou obras de impacto.

P – Faltam medicamentos, exames laboratoriais, serviços terceirizados e profissionais para atender satisfatoriamente a população que busca a Secretaria da Saúde. Como o senhor, que foi secretário adjunto da Saúde no governo anterior, avalia isso?

R – Quem assumiu a Secretaria da Saúde não tem conhecimento da área. Na transição entre o governo que saia e o novo governo, convidamos o João (Teixeira, então já indicado secretário da Saúde) para conhecer a estrutura que iria assumir. Ninguém apareceu. Faltou sensibilidade à nova gestão. Em janeiro, era possível fazer uma compra emergencial de medicamentos, refazer contratos de prestação de serviços. Em resumo, deixaram acumular todo tipo de situação. O resultado foi reclamação das pessoas necessitadas.

P – E a administração do Hospital São Miguel, sob a intervenção do Município?

R – O hospital tem problemas, gerados mais pelas incertezas, e a solução só virá quando decidirem o que será feito. É importante saber quem vai gerir o hospital. Eu defendo uma parceria público-privada já. Podemos abrir uma discussão sobre permuta de área (citou o exemplo do Gramadense), para construir um novo hospital de ponta e fácil acesso. Dá para melhorar. Hoje, o hospital deve dinheiro e ainda surge uma ameaça de greve de médicos.

P – O ex-prefeito Nestor Tissot (PP) tinha planos de construir um centro de atendimento à saúde na Várzea Grande. O senhor vê necessidade de levar adiante uma obra desse porte?

R – A região concentra perto de 15 mil pessoas. Na Várzea falta médico, falta dentista, falta atendente. O espaço é pequeno. Ou se constrói uma estrutura grande ou divide o atendimento com um posto na Vila Olímpica e outro posto nas imediações do Sierra Móveis. Um de cada lado da RS 115.

P – Os governos municipal e estadual são coniventes com as construções precárias e abusivas de pontos de venda de pinhão e mel na faixa de domínio da RS 115 e da RS 235. O senhor já advertiu sobre a ilegalidade e o risco do comércio nesses locais. Como resolver o problema?

R – Defendo a construção de uma casa do pinhão. É preciso tirar as pessoas da chuva, do frio e afastar as ameaças do trânsito. Oferecer banheiros. Um local onde eles possam industrializar o produto. O caminho é esse. Além do mais, a EGR pretende colocar defensa metálica (muretas) ao longo das rodovias. Quero antecipar uma solução.

P – Projetos de lei do Executivo e do Legislativo declarados inconstitucionais ou com vício de origem devem ir à votação?

R – Nós não podemos permitir isso. Os casos devem ser resolvidos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal. Aprovar ilegalidades é assumir o risco de ser apontado. Precisamos olhar antes de aprovar qualquer projeto.

P – Quantos projetos de lei de autoria do Executivo já tramitaram na Câmara Municipal em 2017?

R – Poucos. Os que vieram, na maioria, alteram um ou outro artigo. No total, são 17 projetos de lei do Executivo em cinco meses.

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