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  • Por Roque Tomazeli*

Sebrae aponta melhora no ambiente empreendedor gaúcho frente à pandemia

Com a imunização avançando no Estado e a adoção de novas estratégias para a remodelação dos negócios, números do Sebrae RS indicam pontos positivos para a economia gaúcha às vésperas da virada do ano.

Pesquisa do Sebrae RS mostra cenário positivo para empreendedores gaúchos


Estudo da organização aponta aumento de oito pontos percentuais entre os empresários que informam ter um plano de expansão dos seus negócios para os próximos seis meses – 23% comparados aos 15% registrados em outubro. Quanto ao faturamento, 25% apontaram aumento nos ganhos, frente aos 22% registrados anteriormente.


Os dados são da 18ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, a qual ouviu 453 respondentes entre os dias 16 e 30 de novembro, com nível de confiança de 95%.


A pesquisa mostra ainda que uma em cada quatro empresas (24%) retornou suas atividades ao nível pré-pandemia – cinco pontos percentuais a mais desde o último levantamento. O mesmo percentual e evolução foram indicados por empresas que dizem ter superado o nível de atividade na comparação com o período pré-pandemia.


– As pequenas empresas passaram por um ano de ajuste de rota para se adaptarem ao mercado e a uma nova realidade, e agora estão retomando os negócios – explica o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy.


O estudo reflete a percepção do dirigente ao apontar a estabilidade no percentual dos empresários que notam melhora nos seus negócios com a evolução da vacinação (62%).


– Há uma melhoria no ambiente social e econômico, o que impacta na confiança dos consumidores e, consequentemente, dos empreendedores – diz Godoy.


PESQUISA

Situação atual

34%: melhorou;

34%: sem alteração;

31%: piorou.


Faturamento

29%: diminuiu;

46%%: manteve inalterado;

25%: aumentou.


Financiamento

77%: não precisou;

23%: precisou.


O que o empreendedor precisa

28%: recurso para capital de giro;

31%: recurso para investimento;

33%: orientação sobre uso de ferramentas digitais;

29%: consultoria/orientação para gestão financeira;

26%: análise sobre tendências e perspectivas do mercado;

23%: parcerias com outras empresas para otimizar negócios;

11%: análise do comportamento do consumidor;

20%: alternativas para diversificar produtos/serviços;

17%: busca de novos fornecedores;

14%: consultoria para readequação/remodelagem do negócio;

21%: consultoria para adequação de custos;

12%: consultoria para gestão da crise;

9%: orientações sobre questões legais (decretos, protocolos e medidas provisórias, por exemplo);

7%: orientações sobre assuntos trabalhistas.


*Com informações de Moglia Comunicação Empresarial


Crédito foto: divulgação Sebrae