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  • Por Roque Tomazeli*

Morre Jerônimo, o leão do Zoo de Sapucaia

Atualizado: 2 de jun. de 2021

Toda vez que morre um dos grandes de um zoológico, a ausência é longamente sentida. Ontem, 13, li, em postagem do tratador de animais do Zoo de Sapucaia, Leonel Oneide, que morreu o leão Jerônimo – e a morte de um rei não deve ser ignorada.

Leoa Zuleica e Leão Jerônimo no Zoo de Sapucaia, em janeiro de 2010


Mesmo que o Parque Zoológico de Sapucaia do Sul permaneça fechado à visitação pública, em razão das restrições causadas pela pandemia, a vida dos aproximadamente 1,1 mil animais (de cerca de 150 espécies) segue – assim como as responsabilidades dos funcionários do parque.


Pois, nestes dias sombrios de 2021, morreu Jerônimo, que conheci em agosto de 2009, quando assumi a direção do Zoo (até 2011). Ele que sempre foi animal estimado, visitado e de vigor exuberante.


Tanto é que, numa manhã de verão, fazendo minha vistoria na área dos felinos (com crachá e rádio transmissor, que me davam oficialidade), uma estudante de uns oito anos se aproximou e disse algo assim: tio, tio, o leão tá copulando na frente das crianças.


Mas que barbaridade, vamos lá, respondi. E caminhei com a menina em direção ao seu grupo escolar que, diante do recinto, atento, acompanhava o ato de Jerônimo com sua companheira Zuleica.


Calculo que o leão Jerônimo viveu uns 25 anos e que, embora tenha passado seus dias em confinamento, o animal do rugido forte e postura inabalável tenha representado bem sua espécie no Zoo de Sapucaia.


Crédito fotos: Roque Tomazeli


*Jornalista diplomado e editor do Repórter Gramado