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  • Por Roque Tomazeli*

Em respeito aos eleitores e à cidade

Crédito foto: Divulgação | RG

Fazer cumprir as legislações relacionadas ao patrimônio natural e ao patrimônio construído de Gramado é dever das instâncias do Executivo e do Legislativo.

Quando isso falha, por omissão, incompetência ou favorecimento, fica claro que a lei do mais forte é a que passa a governar, à revelia do interesse público.

É o caso do vale-tudo de empreendedores e comerciantes oportunistas que constroem em desacordo com a Lei do Plano Diretor ou ocupam praças e calçadas com armações, mesas e cadeiras para fins comerciais, descumprindo o Código de Posturas e outras legislações.

Tudo isso praticado repetidamente e de modo impune, a olhos vistos da Prefeitura e da Câmara Municipal, justamente os órgãos do Município responsáveis pela fiscalização.

O mais grave, contudo, é que tais arbitrariedades contribuem para congestionar as ruas centrais da cidade e gerar mais esgoto e lixo, além de desequilibrar as relações comerciais e financeiras entre os negócios lícitos e os negócios ilícitos.

Quer dizer, as práticas são ilegais, incorporam ao cenário vários elementos depreciativos à imagem de Gramado, eliminam espaços preservados, e ainda incentivam mais aventuras no campo da permissividade vigente.

No processo eletivo de 2016, os eleitores escolheram o prefeito, o vice e os vereadores que consideraram os homens e mulheres mais preparados para conduzir os destinos de Gramado por quatro anos.

Em respeito aos eleitores e à cidade, agora é o momento da resposta.

*Jornalista e editor do Repórter Gramado

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