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  • Por Roque Tomazeli*

Expectativa de vida dos gaúchos chega a 77,26 anos

A expectativa média de vida ao nascer no RS passou de 75,59 para 77,26 anos na comparação entre os períodos de 2010-12 e 2017-19, um aumento de 1,67 ano. As mulheres seguem com expectativa de viver em média sete anos a mais do que os homens. Na Região das Hortênsias, a expectativa de vida passou de 77,37 anos para 77, 83 anos.

Em Gramado, na Região das Hortênsias, a expectativa de vida é de 77,83 anos


Os dados integram estudo produzido pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, divulgado nesta sexta-feira, 20, intitulado “A evolução das causas de mortalidade perante a dinâmica demográfica do RS de 2010 a 2019: novas estimativas para a expectativa de vida”.


CAUSAS DE ÓBITOS

De acordo com o estudo, feito com dados anteriores à pandemia, as principais causas de óbitos em 2019 foram:


Doenças do aparelho circulatório, 25,1%;


Neoplasias (tumores), 22,3%;


Doenças respiratórias, 12%;


Causas externas (violência, traumatismos e lesões, por exemplo), 8,5.


O estudo também mostra que quem nasce na Região Norte do Estado pode contar com mais de cinco anos de expectativa de vida ao nascer em relação àqueles que residem na Região Sul.


ENVELHECIMENTO

Outro ponto destacado pelo estudo é o crescente envelhecimento populacional: de 2010 a 2019, a população menor de 15 anos reduziu-se em quase 247 mil pessoas – ou seja, a participação em relação à população total passou de 21,38% para 18,34% nesse período.


Por outro lado, a população de 60 anos ou mais teve seu contingente aumentado em, aproximadamente, 590 mil pessoas, com participação evoluindo de 13,56% em 2010 para 18,19% em 2019.


A população com 65 anos ou mais ultrapassou 1 milhão em 2010, apresentando crescimento de 43% no período, chegando a totalizar 1,4 milhão em 2019.


Conforme estimativas do IBGE, a idade mediana poderia alcançar o valor de 47,89 anos em 2060, tendo 36% da população gaúcha com idade acima de 65 anos, e 14% abaixo de 15 anos.

*Com informações Secom (governo do Estado)


*Crédito foto: Roque Tomazeli (arquivo 2018)