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  • Por Jacson Clei Galgaro*

As eleições de outubro na visão de um eleitor gramadense de Jair Bolsonaro e Onyx Lorenzoni

No próximo dia 2 de outubro, grande parte dos mais de 156 milhões de eleitores aptos a votar decidirá quem ocupará os Executivos estaduais e federal pelos próximos 4 anos. Decidir-se-á, também, pelos ocupantes dos cargos de deputado estadual, deputado federal e a uma vaga para o Senado da República por Estado.

Há muito que as eleições no País ocorrem sob o mando da desconfiança, uma vez que o Brasil, a exemplo de Butão e Bangladesh, utiliza um sistema de votação obsoleto, em máquinas que não imprimem o comprovante do sufrágio e que não permitem auditoria do pleito. Ademais, o órgão que regulamenta e administra as eleições tornou-se um partido político de oposição ao atual presidente da República.


A nível federal, a disputa ocorre entre o presidente Bolsonaro e seu antagonista Lula. A volta do PT ao poder, depois de um duplo twist carpado jurídico que libertou o líder da extrema-esquerda, representaria o retorno da cleptocracia e do narcotráfico ao seio da República, dos piores escândalos de corrupção da história moderna da humanidade, da destruição de valores caros aos brasileiros como a liberdade, a família e o cristianismo. Bolsonaro, por seu turno, representa a meritocracia, a retidão com a coisa pública, o respeito ao erário e a incessante luta por nossa liberdade. Em menos de 4 anos, seu governo resgatou o orgulho de ser brasileiro, colocou o País nos trilhos do desenvolvimento com obras de Norte a Sul, com reformas estruturantes, redução de impostos, privatizações e concessões. Bolsonaro valorizou sobretudo as mulheres, com mais de 70 leis dedicadas à proteção delas, e os mais vulneráveis, por meio do maior programa de transferência de renda que o mundo já viu.


Em terras gaúchas, a despeito de outros candidatos no entrevero, a disputa tende a ficar entre o deputado federal Onyx Lorenzoni, correligionário do presidente e ex-ministro de Estado de Bolsonaro, e o governador renunciante Eduardo Leite. Onyx, seja na Assembleia ou na Câmara dos Deputados, sempre foi um deputado combativo ao lulopetismo e figura ativa em comissões, especialmente na de Agricultura, credenciando-se a pleitear o Piratini após demonstração de grande competência frente aos ministérios que ocupou no governo federal. Eduardo Leite, em contrapartida, está marcado pela gestão catastrófica durante a pandemia, que envolveu perseguições às liberdades individuais dos gaúchos dignas da Alemanha nazista. Enquanto Leite, ao lado de seus cachorros, coloria o RS valendo-se de sua particular ciência, o povo gaúcho sofria com desesperança, falências e desemprego. A situação só não foi pior graças ao auxílio emergencial e ao socorro federal aos cofres gaúchos, cuja maior fatia Leite usou para pagar o funcionalismo e fazer propaganda ao invés de investir em leitos de UTI, uma vez que segundo ele “leito de UTI não é solução da covid; 60% das pessoas que vão para os leitos de UTI morrem”. A tirania de Leite chegou a determinar o que o povo poderia ou não comprar nos supermercados. E quanto à nossa cidade, em particular, quando os empresários locais demonstraram que se insurgiriam diante de suas medidas discricionárias de lockdown, Leite enviou tropas e a cavalaria para que ninguém o ousasse contrariar. Logo após renunciar ao cargo de governador, ainda sonhando em ser presidente, Leite, aos 37 anos, passou a receber aposentadoria especial de R$ 40 mil por mês. A reeleição de Eduardo Leite revelaria que o povo gaúcho sofre da Síndrome de Estocolmo.


Diante do que ora se apresenta, tanto a nível federal quanto estadual, entendo que estamos diante de uma disputa maior do que a eleitoral. Estamos em uma guerra espiritual, onde o mal está representado por aqueles que perseguem nossas liberdades, fecham igrejas e templos, e querem calar-nos a todo custo, enquanto falam em democracia. O que vivemos com Lula e com Eduardo Leite ainda está fresco em nossas memórias. Que sejamos sábios e sublimes na decisão de outubro próximo, uma vez que, como sustenta o filósofo espanhol George Santayana, “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”.


*O autor é empresário e militante do Movimento Direita Gramadense


Crédito foto de Jacson Galgaro: divulgação